v6.1.4
Veja mais em rubyonrails.org: Mais Ruby on Rails

Atualizando o Ruby on Rails

Este guia fornece os passos a serem seguidos quando você for atualizar suas aplicações para uma versão mais nova do Ruby on Rails. Estes passos também estão disponíveis em guias de releases individuais.

Chapters

  1. Conselho Geral
  2. Atualizando do Rails 6.0 para o Rails 6.1
  3. Atualizando do Rails 5.2 para o Rails 6.0
  4. Atualizando do Rails 5.1 para o Rails 5.2
  5. Atualizando do Rails 5.0 para o Rails 5.1
  6. Atualizando do Rails 4.2 para o Rails 5.0
  7. Atualizando do Rails 4.1 para o Rails 4.2
  8. Upgrading from Rails 4.0 to Rails 4.1
  9. Atualizando do Rails 3.2 para o Rails 4.0
  10. Atualizando do Rails 3.1 para o Rails 3.2
  11. Atualizando do Rails 3.0 para o Rails 3.1

1 Conselho Geral

Antes de tentar atualizar uma aplicação existente, você deve ter certeza que possui uma boa razão para fazê-lo. Então tenha em mente alguns fatores: a necessidade de novas funcionalidades, a crescente dificuldade de encontrar suporte para código mais antigo, seu tempo disponível e habilidades, entre outros.

1.1 Cobertura de Testes

A melhor maneira de garantir que sua aplicação ainda funciona após a atualização é possuir uma boa cobertura de testes antes de começar o processo. Se você não tiver testes automatizados para a maior parte de sua aplicação, será necessário gastar algum tempo realizando testes manuais de todas as partes alteradas. No caso da atualização do Rails, isso significa cada umas das funcionalidades dentro da aplicação. Faça a si mesmo um favor e tenha certeza de ter uma boa cobertura de teste antes de iniciar uma atualização.

1.2 O Processo de Atualização

Quando estiver atualizando a versão do Rails, o melhor é ir devagar, uma versão Minor por vez, para fazer bom uso dos avisos de depreciação. As versões do Rails são numeradas da maneira Major.Minor.Patch. Versões Major e Minor têm permissão para alterar API pública, isso pode causar erros em sua aplicação. Versões Patch incluem apenas correções de bug, e não alteram nenhuma API pública.

O processo deve correr da seguinte maneira:

  1. Escreva os testes e garanta que eles passem.
  2. Atualize para a última versão Patch após a versão atual de seu projeto.
  3. Conserte os testes e funcionalidades depreciadas.
  4. Atualize para a última versão Patch da versão Minor seguinte.

Repita este processo até chegar na versão desejada do Rails. Cada vez que você mudar entre versões, você precisará alterar a versão do Rails no Gemfile (possivelmente também as versões de outras gems) e executar um bundle update. Após, execute a tarefa de atualização mencionada abaixo para atualizar arquivos de configuração, então execute os testes.

Você pode encontrar a lista com todas as versões liberadas do Rails aqui

1.3 Versões do Ruby

Rails geralmente se mantém próximo à versão mais recente do Ruby quando é liberado:

  • Rails 6 requer Ruby 2.5.0 ou posterior.
  • Rails 5 requer Ruby 2.2.2 ou posterior.
  • Rails 4 prefere Ruby 2.0 e requer 1.9.3 ou posterior.
  • Rails 3.2.x é a última branch a suportar Ruby 1.8.7.
  • Rails 3 e posteriores requerem Ruby 1.8.7 ou posteriores. O suporte para todas as versões anteriores do Ruby foi descontinuado. Você deve atualizar o quanto antes.

Dica: O Ruby 1.8.7 p248 e p249 possuem bugs que travam o Rails. Ruby Enterprise Edition possui correções para esses erros desde a versão 1.8.7-2010.02. Na Versão 1.9, Ruby 1.9.1 não é utilizável pois ela falha logo de início devido a problemas de memória, então se você quiser utilizar a versão 1.9.x, pule diretamente para 1.9.3 para evitar problemas.

1.4 A Tarefa de Atualização

Rails fornece o comando app:update (rake rails:update na versão 4.2 e anteriores). Execute este comando após atualizar a versão do Rails no Gemfile. Isto lhe ajudará na criação de novos arquivos e na alteração de arquivos antigos em uma sessão interativa.

$ bin/rails app:update
   identical  config/boot.rb
       exist  config
    conflict  config/routes.rb
Overwrite /myapp/config/routes.rb? (enter "h" for help) [Ynaqdh]
       force  config/routes.rb
    conflict  config/application.rb
Overwrite /myapp/config/application.rb? (enter "h" for help) [Ynaqdh]
       force  config/application.rb
    conflict  config/environment.rb
...

Não esqueça de revisar a diferença, para verificar se houveram mudanças inesperadas.

1.5 Configurar Padrões de Framework

A nova versão do Rails pode ter configurações padrão diferentes da versão anterior. No entanto, após seguir os passos descritos acima, sua aplicação ainda estaria rodando com configurações padrão da versão anterior do Rails. Isso porque o valor para config.load_defaults em config/application.rb ainda não foi alterado.

Para permitir que você atualize para novos padrões um a um, a tarefa de atualização cria um arquivo config/initializers/new_framework_defaults.rb. Uma vez que a aplicação esteja pronta para rodar com as novas configurações padrão, você pode remover este arquivo e trocar o valor de config.load_defaults.

2 Atualizando do Rails 6.0 para o Rails 6.1

Para mais informações sobre as mudanças feitas no Rails 6.1 consulte as notas de lançamento.

2.1 Rails.application.config_for o valor de retorno não oferece mais suporte para acesso com chaves String.

Dado um arquivo de configuração como este:

# config/example.yml
development:
  options:
    key: value
Rails.application.config_for(:example).options

Isso costumava retornar um hash no qual você podia acessar valores com chaves String. Isso foi descontinuado no 6.0 e agora não funciona mais.

Você pode chamar with_indifferent_access no valor de retorno deconfig_for se ainda quiser acessar valores com chaves String, por exemplo:

Rails.application.config_for(:example).with_indifferent_access.dig('options', 'key')

2.2 Respostas do tipo de conteúdo ao utilizar respond_to#any

O cabeçalho (header) do tipo de conteúdo (Content-Type) retornado na resposta pode ser diferente do que o Rails 6.0 retornou, mais especificamente se sua aplicação usa o formato respond_to { |format| format.any }. O tipo de conteúdo será baseado no bloco fornecido e não no formato da solicitação.

Exemplo:

def my_action
  respond_to do |format|
    format.any { render(json: { foo: 'bar' }) }
  end
end
get('my_action.csv')

O comportamento anterior era retornar um tipo de conteúdo de resposta text/csv que é impreciso uma vez que uma resposta JSON está sendo renderizada. O comportamento atual retorna corretamente o tipo de conteúdo de uma resposta application/json.

Se sua aplicação depende do comportamento incorreto anterior, você é incentivado a especificar quais formatos sua ação aceita, ou seja.

format.any(:xml, :json) { render request.format.to_sym => @people }

2.3 ActiveSupport::Callbacks#halted_callback_hook agora recebe um segundo argumento

Active Support permite que você substitua o halted_callback_hook sempre que um retorno de chamada pare a sequência. Este método agora recebe um segundo argumento que é o nome do retorno de chamada que está sendo interrompido. Se você tiver classes que substituem esse método, certifique-se de que ele aceite dois argumentos. Observe que isso é uma mudança significativa sem um ciclo de depreciação anterior (por motivos de desempenho).

Exemplo:

class Book < ApplicationRecord
  before_save { throw(:abort) }
  before_create { throw(:abort) }

  def halted_callback_hook(filter, callback_name) # => Este método agora aceita 2 argumentos em vez de 1
    Rails.logger.info("Book couldn't be #{callback_name}d")
  end
end

2.4 O método de classe helper nos controllers usa String#constantize

Conceitualmente antes do Rails 6.1

helper "foo/bar"

resultou em

require_dependency "foo/bar_helper"
module_name = "foo/bar_helper".camelize
module_name.constantize

Agora ele faz isso:

prefix = "foo/bar".camelize
"#{prefix}Helper".constantize

Essa mudança é compatível com as versões anteriores para a maioria das aplicações, nesse caso, você não precisa fazer nada.

Tecnicamente, no entanto, os controllers podem configurar helpers_path para apontar para um diretório em $LOAD_PATH que não estava nos caminhos de carregamento automático. Esse caso de uso não é mais compatível com o uso imediato. Se o módulo auxiliar não for auto-carregável, a aplicação é responsável por carregá-lo antes de chamar o helper.

2.5 Redirecionamento para HTTPS vindo de HTTP agora usará o código de status 308 HTTP

O código de status HTTP padrão usado em ActionDispatch::SSL ao redirecionar solicitações não GET/HEAD de HTTP para HTTPS foi alterado para 308 conforme definido em https://tools.ietf.org/html/rfc7538.

2.6 Active Storage agora requer Processamento de Imagem

Ao processar variantes no Active Storage, agora é necessário ter a gem image_processing empacotada em vez de usar diretamente mini_magick. O processamento de imagem é configurado por padrão para usar mini_magick nos bastidores, então a maneira mais fácil de atualizar é substituindo a gem mini_magick pela gem image_processing e certificando-se de remover o uso explícito de combine_options, uma vez que não é mais necessário.

Para facilitar a leitura, você pode desejar alterar as chamadas resize brutas para macros image_processing. Por exemplo, em vez de:

video.preview(resize: "100x100")
video.preview(resize: "100x100>")
video.preview(resize: "100x100^")

você pode fazer respectivamente:

video.preview(resize_to_fit: [100, 100])
video.preview(resize_to_limit: [100, 100])
video.preview(resize_to_fill: [100, 100])

3 Atualizando do Rails 5.2 para o Rails 6.0

Para mais informações sobre as mudanças feitas no Rails 6.0 consulte as notas de lançamento.

3.1 Usando Webpacker

Webpacker é o compilador JavaScript padrão para Rails 6. Mas se você estiver atualizando a aplicação, ele não é ativado por padrão. Se você quiser usar o Webpacker, adicione ele em seu Gemfile e instale:

gem "webpacker"
$ bin/rails webpacker:install

3.2 Forçar SSL

O método force_ssl nos controllers foi descontinuado e será removido no Rails 6.1. Você é encorajado a habilitar config.force_ssl para impor conexões HTTPS ao longo de sua aplicação. Se você precisar isentar certos endpoints do redirecionamento, você pode usar config.ssl_options para configurar esse comportamento.

3.3 Propósito (Purpose) e metadados de expiração agora estão incorporados em cookies assinados e criptografados para maior segurança

Para melhorar a segurança, o Rails incorpora os metadados de propósito e expiração dentro do valor de cookies criptografados ou assinados.

Rails pode então impedir ataques que tentam copiar o valor assinado/criptografado de um cookie e usá-lo como o valor de outro cookie.

Esses novos metadados incorporados tornam esses cookies incompatíveis com versões do Rails anteriores a 6.0.

Se você deseja que seus cookies sejam lidos pelo Rails 5.2 e anteriores, ou ainda está validando seu deploy do 6.0 e deseja ser capaz de reverter (rollback) Rails.application.config.action_dispatch.use_cookies_with_metadata para false.

3.4 Todos os pacotes npm foram movidos para o escopo @rails

Se você estava anteriormente carregando qualquer um dos pacotes actioncable, activestorage, ou rails-ujs através de npm/yarn, você deve atualizar os nomes destas dependências antes de atualizá-los para o 6.0.0:

actioncable   → @rails/actioncable
activestorage → @rails/activestorage
rails-ujs     → @rails/ujs

3.5 Mudanças na API do Action Cable JavaScript

O pacote Action Cable JavaScript foi convertido do CoffeeScript para ES2015, e agora publicamos o código-fonte via distribuição pelo npm.

Esta versão inclui algumas mudanças importantes para partes opcionais da API JavaScript Action Cable:

  • A configuração do adaptador WebSocket e do adaptador logger foi movida das propriedades de ActionCable para as propriedades de ActionCable.adapters. Se você estiver configurando esses adaptadores, você precisará fazer estas alterações:

    -    ActionCable.WebSocket = MyWebSocket
    +    ActionCable.adapters.WebSocket = MyWebSocket
    
    -    ActionCable.logger = myLogger
    +    ActionCable.adapters.logger = myLogger
    
  • Os métodos ActionCable.startDebugging() e ActionCable.stopDebugging() foram movidos e substituídos pela propriedade ActionCable.logger.enabled. Se você estiver usando esse métodos, você precisará fazer estas alterações:

    -    ActionCable.startDebugging()
    +    ActionCable.logger.enabled = true
    
    -    ActionCable.stopDebugging()
    +    ActionCable.logger.enabled = false
    

3.6 ActionDispatch::Response#content_type agora retorna o cabeçalho (header) do tipo de conteúdo (Content-Type) sem modificação

Anteriormente, o valor de retorno de ActionDispatch::Response#content_type NÃO continha a parte do conjunto de caracteres. Este comportamento foi alterado para incluir também a parte do conjunto de caracteres omitida anteriormente.

Se você quiser apenas o tipo MIME, use ActionDispatch::Response#media_type em seu lugar.

Antes:

resp = ActionDispatch::Response.new(200, "Content-Type" => "text/csv; header=present; charset=utf-16")
resp.content_type #=> "text/csv; header=present"

Depois:

resp = ActionDispatch::Response.new(200, "Content-Type" => "text/csv; header=present; charset=utf-16")
resp.content_type #=> "text/csv; header=present; charset=utf-16"
resp.media_type   #=> "text/csv"

3.7 Carregamento Automático

A configuração padrão para Rails 6

# config/application.rb

config.load_defaults 6.0

ativa o modo de carregamento automático zeitwerk no CRuby. Nesse modo, o carregamento automático, o recarregamento e o carregamento antecipado são gerenciados pelo Zeitwerk.

3.7.1 API Pública

Em geral, as aplicações não precisam usar a API do Zeitwerk diretamente. Rails configura as coisas de acordo com o contrato existente: config.autoload_paths,config.cache_classes, etc.

Embora as aplicações devam seguir essa interface, o objeto do carregador Zeitwerk atual pode ser acessado como

Rails.autoloaders.main

Isso pode ser útil se você precisar pré-carregar STIs ou configurar um inflector customizado, por exemplo.

3.7.2 Estrutura do Projeto

Se a aplicação que está sendo atualizada for carregada automaticamente de forma correta, a estrutura do projeto já deve ser compatível.

No entanto, o modo clássico entende nomes de arquivos com (underscore), enquanto o modo zeitwerk entende nomes de arquivos (camelize). Esses helpers nem sempre são inversos entre si, especialmente se houver acrônimos envolvidos. Por exemplo, "FOO".underscore é "foo", mas "foo".camelize é "Foo", não "FOO ".

A compatibilidade pode ser verificada com a tarefa zeitwerk:check:

$ bin/rails zeitwerk:check
Hold on, I am eager loading the application.
All is good!
3.7.3 require_dependency

Todos os casos de uso conhecidos de require_dependency foram eliminados, você deve executar o grep no projeto e excluí-los.

Se sua aplicação tiver STIs, verifique a seção no guia Carregamento Automático e Recarregando Constantes (Modo Zeitwerk).

3.7.4 Nomes qualificados nas definições de classe e módulo

Agora você pode usar constant paths de forma robusta nas definições de classe e módulo:

# O carregamento automático no corpo desta classe corresponde à semântica Ruby agora.
class Admin::UsersController < ApplicationController
  # ...
end

Um problema a ter em conta é que, dependendo da ordem de execução, o auto carregamento clássico pode às vezes ser capaz de carregar automaticamente Foo::Wadus em

class Foo::Bar
  Wadus
end

Isso não corresponde à semântica Ruby porque Foo não está no aninhamento e não funcionará no modo zeitwerk. Se você encontrar esse caso, você pode usar o nome qualificado Foo::Wadus:

class Foo::Bar
  Foo::Wadus
end

ou adicione Foo ao aninhamento:

module Foo
  class Bar
    Wadus
  end
end
3.7.5 (Concerns)

Você pode carregar automaticamente e antecipadamente a partir de uma estrutura padrão como

app/models
app/models/concerns

Nesse caso, app/models/concerns é considerado um diretório raiz (porque pertence aos caminhos de carregamento automático) e é ignorado como namespace. Portanto, app/models/concern/foo.rb deve definir Foo, não Concerns::Foo.

O namespace Concerns:: funcionou com o carregamento automático clássico como um efeito colateral da implementação, mas não foi realmente um comportamento pretendido. Uma aplicação que usa Concerns:: precisa renomear essas classes e módulos para poder rodar no modo zeitwerk.

3.7.6 Tendo app nos caminhos de carregamento automático

Alguns projetos querem algo como app/api/base.rb para definir API::Base, e adicionar app aos caminhos de carregamento automático para fazer isso no modo clássico. Já que Rails adiciona todos os subdiretórios de app aos caminhos de carregamento automático automaticamente, temos outra situação em que há diretórios raiz aninhados, de forma que a configuração não funciona mais. Princípio semelhante que explicamos acima com concerns.

Se quiser manter essa estrutura, você precisará excluir o subdiretório dos caminhos de carregamento automático em um inicializador:

ActiveSupport::Dependencies.autoload_paths.delete("#{Rails.root}/app/api")
3.7.7 Constantes carregadas automaticamente e namespaces explícitos

Se um namespace for definido em um arquivo, como Hotel está aqui:

app/models/hotel.rb         # Defines Hotel.
app/models/hotel/pricing.rb # Defines Hotel::Pricing.

a constante Hotel deve ser definida usando as palavras-chave class ou module. Por exemplo:

class Hotel
end

é bom.

Alternativas como

Hotel = Class.new

ou

Hotel = Struct.new

não funcionará, objetos filhos como Hotel::Pricing não serão encontrados.

Essa restrição se aplica apenas a namespaces explícitos. Classes e módulos que não definem um namespace podem ser definidos usando esses idiomas.

3.7.8 Um arquivo, uma constante (no mesmo nível superior)

No modo classic, você pode definir tecnicamente várias constantes no mesmo nível superior e ter todas elas recarregadas. Por exemplo, dado

# app/models/foo.rb

class Foo
end

class Bar
end

enquanto Bar não pôde ser carregado automaticamente, o carregamento automático de Foo marcaria Bar como carregado automaticamente também. Este não é o caso no modo zeitwerk, você precisa mover Bar para seu próprio arquivo bar.rb. Um arquivo, uma constante.

Isso afeta apenas as constantes no mesmo nível superior do exemplo acima. Classes e módulos internos são adequados. Por exemplo, considere

# app/models/foo.rb

class Foo
  class InnerClass
  end
end

Se a aplicação recarregar Foo, ela irá recarregar Foo::InnerClass também.

3.7.9 Spring e o ambiente test

Spring recarrega o código da aplicação se algo mudar. No ambiente test, você precisa habilitar o recarregamento para que funcione:

# config/environments/test.rb

config.cache_classes = false

Caso contrário, você obterá este erro:

reloading is disabled because config.cache_classes is true
3.7.10 Bootsnap

O Bootsnap deve ter pelo menos a versão 1.4.2.

Além disso, o Bootsnap precisa desabilitar o cache iseq devido a um bug no interpretador se estiver executando o Ruby 2.5. Certifique-se de depender de pelo menos Bootsnap 1.4.4 nesse caso.

3.7.11 config.add_autoload_paths_to_load_path

O novo ponto de configuração

config.add_autoload_paths_to_load_path

é true por padrão para compatibilidade com versões anteriores, mas permite que você opte por não adicionar os caminhos de carregamento automático a $LOAD_PATH.

Isso faz sentido na maioria das aplicações, já que você nunca deve requerer um arquivo em app/models, por exemplo, e o Zeitwerk só usa nomes de arquivo absolutos internamente.

Ao optar pela exclusão, você otimiza as pesquisas ao $LOAD_PATH (menos diretórios para verificar) e economiza o trabalho do Bootsnap e o consumo de memória, já que não é necessário construir um índice para esses diretórios.

3.7.12 Thread-safety

No modo clássico, o carregamento automático constante não é thread-safe, embora o Rails tenha travas, por exemplo, para tornar as solicitações da web thread-safe quando o carregamento automático está habilitado, como é comum no ambiente de desenvolvimento.

O carregamento automático constante é thread-safe no modo zeitwerk. Por exemplo, agora você pode carregar automaticamente em scripts multi-threaded executados pelo comando runner.

3.7.13 Globs em config.autoload_paths

Cuidado com configurações como

config.autoload_paths += Dir["#{config.root}/lib/**/"]

Cada elemento de config.autoload_paths deve representar o namespace de nível superior (Object) e eles não podem ser aninhados em consequência (com exceção dos diretórios concerns explicados acima).

Para corrigir isso, basta remover os curingas (wildcards):

config.autoload_paths << "#{config.root}/lib"
3.7.14 Carregamento rápido (Eager loading) e carregamento automático são consistentes

No modo clássico, se app/models/foo.rb define Bar, você não será capaz de carregar automaticamente aquele arquivo, mas o carregamento rápido funcionará porque carrega os arquivos recursivamente às cegas. Isso pode ser uma fonte de erros se você testar as coisas primeiro com carregamento rápido; a execução pode falhar no carregamento automático posterior.

No modo zeitwerk ambos os modos de carregamento são consistentes, eles falham e erram nos mesmos arquivos.

3.7.15 Como usar o Carregamento Automático Clássico no Rails 6

As aplicações podem carregar os padrões do Rails 6 e ainda usar o carregamento automático clássico definindo config.autoloader desta forma:

# config/application.rb

config.load_defaults 6.0
config.autoloader = :classic

Ao usar o Carregamento Automático Clássico na aplicação Rails 6, é recomendado definir o nível de simultaneidade (concurrency) como 1 no ambiente de desenvolvimento, para os servidores web e processadores de segundo plano, devido às questões de thread-safety.

3.8 Alteração de comportamento de atribuição do Active Storage

Com os padrões de configuração para Rails 5.2, atribuir a uma coleção de anexos declarados com has_many_attached acrescenta novos arquivos:

class User < ApplicationRecord
  has_many_attached :highlights
end

user.highlights.attach(filename: "funky.jpg", ...)
user.highlights.count # => 1

blob = ActiveStorage::Blob.create_after_upload!(filename: "town.jpg", ...)
user.update!(highlights: [ blob ])

user.highlights.count # => 2
user.highlights.first.filename # => "funky.jpg"
user.highlights.second.filename # => "town.jpg"

Com os padrões de configuração do Rails 6.0, atribuir a uma coleção de anexos substitui os arquivos existentes em vez de anexar a eles. Isso corresponde ao comportamento do Active Record ao atribuir a uma associação de coleção:

user.highlights.attach(filename: "funky.jpg", ...)
user.highlights.count # => 1

blob = ActiveStorage::Blob.create_after_upload!(filename: "town.jpg", ...)
user.update!(highlights: [ blob ])

user.highlights.count # => 1
user.highlights.first.filename # => "town.jpg"

#attach pode ser usado para adicionar novos anexos sem remover os existentes:

blob = ActiveStorage::Blob.create_after_upload!(filename: "town.jpg", ...)
user.highlights.attach(blob)

user.highlights.count # => 2
user.highlights.first.filename # => "funky.jpg"
user.highlights.second.filename # => "town.jpg"

As aplicações existentes podem aceitar este novo comportamento definindo config.active_storage.replace_on_assign_to_many como true. O comportamento antigo será descontinuado no Rails 6.1 e removido em uma versão subsequente.

4 Atualizando do Rails 5.1 para o Rails 5.2

Para mais informações sobre as mudanças feitas no Rails 5.2 consulte as notas de lançamento.

4.1 Bootsnap

Rails 5.2 adiciona a gem bootsnap no novo Gemfile. O comando app:update o configura em boot.rb. Se você quiser utilizá-lo, então adicione-o no Gemfile, caso contrário, mude o boot.rb para não utilizar o bootsnap.

4.2 A expiração em cookies assinados ou criptografados está agora incorporada nos valores dos cookies

Para melhorar a segurança, Rails agora incorpora as informações de expiração também no valor de cookies criptografados ou assinados.

Estas novas informações incorporadas tornam estes cookies incompatíveis com versões do Rails mais antigas que 5.2.

Se você quer que seus cookies sejam lidos até 5.1 e anteriores, ou se ainda estiver validando seu deploy 5.2 e quiser permitir o rollback configure Rails.application.config.action_dispatch.use_authenticated_cookie_encryption para `false'.

5 Atualizando do Rails 5.0 para o Rails 5.1

Para mais informações sobre as mudanças feitas no Rails 5.1 consulte as notas de lançamento.

5.1 HashWithIndifferentAccess de nível superior está descontinuado

Se sua aplicação usa a classe HashWithIndifferentAccess de nível superior, você deve mover lentamente seu código para usar ActiveSupport::HashWithIndifferentAccess.

Está apenas descontinuado, o que significa que seu código não quebrará no momento e nenhum aviso de descontinuação será exibido, mas esta constante será removida no futuro.

Além disso, se você tiver documentos YAML muito antigos contendo despejos (dumps) de tais objetos, pode ser necessário carregá-los e despejá-los novamente para ter certeza de que referenciam à constante correta, e que carregá-los não quebrará no futuro.

5.2 application.secrets agora é carregado com todas as chaves como símbolos

Se sua aplicação armazena configuração aninhada em config/secrets.yml, todas as chaves agora são carregadas como símbolos, então o acesso usando strings deve ser alterado.

De:

Rails.application.secrets[:smtp_settings]["address"]

Para:

Rails.application.secrets[:smtp_settings][:address]

5.3 Removido suporte obsoleto para :text e :nothing em render

Se suas views estiverem usando render :text, elas não funcionarão mais. O novo método de renderização de texto com o tipo MIME de text/plain é usar render :plain.

Similarmente, render :nothing também é removido e você deve usar o método head para enviar respostas que contenham apenas cabeçalhos (headers). Por exemplo, head :ok envia uma resposta 200 sem corpo (body) para renderizar.

6 Atualizando do Rails 4.2 para o Rails 5.0

Para mais informações sobre as mudanças feitas no Rails 5.0 consulte as notas de lançamento.

6.1 Necessário Ruby 2.2.2+

Do Ruby on Rails 5.0 em diante, Ruby 2.2.2+ é a única versão do Ruby suportada. Certifique-se de ter a versão Ruby 2.2.2 ou superior, antes de prosseguir.

6.2 Active Record Models agora herdam de ApplicationRecord por padrão

No Rails 4.2, um Active Record model herda de ActiveRecord::Base. No Rails 5.0, todos os models são herdados de ApplicationRecord.

ApplicationRecord é uma nova superclasse para todos os models da aplicação, análogo ao que o ApplicationController é para os controllers em vez de ActionController::Base. Isso dá as aplicações um único local para configurar o comportamento dos models.

Ao atualizar do Rails 4.2 para o Rails 5.0, você precisa criar um arquivo application_record.rb em app/models/ e adicionar o seguinte conteúdo:

class ApplicationRecord < ActiveRecord::Base
  self.abstract_class = true
end

Em seguida, certifique-se de que todos os seus models herdem dele.

6.3 Interrompendo Sequências de Callback via throw(:abort)

No Rails 4.2, quando um 'before' callback retorna false no Active Record e Active Model, então toda a sequência de callback é interrompida. Em outras palavras, sucessivos 'before' callback não são executados, e nem é a ação encapsulada em callbacks.

No Rails 5.0, ao retornar false em um callback no Active Record ou Active Model não terá o efeito colateral de interromper a sequência de callback. Em vez disso, a sequência de callback deve ser interrompida explicitamente chamando throw(:abort).

Quando você atualiza do Rails 4.2 para o Rails 5.0, retornando false nesse tipo de callback a sequência de callback ainda será interrompida, mas você receberá um aviso de suspensão de uso sobre esta mudança futura.

Quando estiver pronto, você pode optar pelo novo comportamento e remover o aviso de suspensão de uso adicionando a seguinte configuração ao seu config/application.rb:

ActiveSupport.halt_callback_chains_on_return_false = false

Observe que esta opção não afetará os callbacks do Active Support, uma vez que eles nunca interrompem a sequência quando algum valor foi retornado.

Consulte #17227 para obter mais detalhes.

6.4 ActiveJob agora herda de ApplicationJob por padrão

No Rails 4.2, um Active Job herda de ActiveJob::Base. No Rails 5.0, este comportamento mudou para agora herdar de ApplicationJob.

Ao atualizar do Rails 4.2 para o Rails 5.0, você precisa criar um arquivo application_job.rb em app/jobs/ e adicionar o seguinte conteúdo:

class ApplicationJob < ActiveJob::Base
end

Em seguida, certifique-se de que todas as classes job herdam dele.

Veja #19034 para maiores detalhes.

6.5 Testando Rails Controller

6.5.1 Extração de alguns métodos auxiliares (helper) para rails-controller-testing

assigns e assert_template foram extraídos para a gem rails-controller-testing. Para continuar usando esses métodos em seus testes de controller, adicione a gem 'rails-controller-testing' para seu Gemfile.

Se você estiver usando RSpec para teste, consulte a configuração extra necessária na documentação da gem.

6.5.2 Novo comportamento ao enviar arquivos

Se você estiver usando ActionDispatch::Http::UploadedFile em seus testes para envio de arquivos, você precisará alterar para usar a classe Rack::Test::UploadedFile.

Veja #26404 para maiores detalhes.

6.6 Carregamento automático é desabilitado após a inicialização no ambiente de produção

O carregamento automático agora está desativado após a inicialização no ambiente de produção por padrão.

O carregamento rápido (Eager loading) da aplicação faz parte do processo de inicialização, portanto, constantes de alto nível estão bem e ainda são carregadas automaticamente, não há necessidade de exigir seus arquivos.

Constantes em locais mais profundos são executados apenas em tempo de execução, como corpos de métodos regulares, também estão bem porque o arquivo que os define terá sido carregado durante a inicialização.

Para a grande maioria das aplicações, essa alteração não exige nenhuma ação. Mas no evento muito raro em que sua aplicação precisa de carregamento automático durante a execução em produção, defina Rails.application.config.enable_dependency_loading para true.

6.7 Serialização XML

ActiveModel::Serializers::Xml foi extraído do Rails para a gem activemodel-serializers-xml. Para continuar usando a serialização XML em sua aplicação, adicione a gem 'activemodel-serializers-xml' para o seu Gemfile.

6.8 Removido o suporte para o antigo adaptador de banco de dados mysql

O Rails 5 remove o suporte para o antigo adaptador de banco de dados mysql. A maioria dos usuários devem usar o mysql2 em vez disso. Será convertido em uma gem separada quando encontrarmos alguém para manter.

6.9 Removido suporte para o Debugger

debugger não é suportado pelo Ruby 2.2 que é requerido pelo Rails 5. Use byebug ao invés.

6.10 Use bin/rails para executar tarefas e testes

Rails 5 adiciona a habilidade de executar tarefas e testes através de bin/rails ao invés de rake. Geralmente essas mudanças ocorrem em paralelo com o rake, mas algumas foram portadas completamente.

Para usar o novo executor de teste, simplesmente digite bin/rails test.

rake dev:cache é agora bin/rails dev:cache.

Execute bin/rails dentro do diretório raiz da sua aplicação para ver a lista de comandos disponíveis.

6.11 ActionController::Parameters Não herda mais de HashWithIndifferentAccess

Chamar params em sua aplicação agora retornará um objeto em vez de um hash. Se seus parâmetros já são permitidos, então você não precisará fazer nenhuma alteração. Se você estiver usando map e outros métodos que dependem de ser capaz de ler o hash independentemente de permitted? você precisará atualizar sua aplicação para primeiro permitir e depois converter para um hash.

params.permit([:proceed_to, :return_to]).to_h

6.12 protect_from_forgery Agora assume como padrão prepend:false

O padrão protect_from_forgery é prepend: false, o que significa que será inserido no callback no ponto em que você a chama em sua aplicação. Se você quiser protect_from_forgery para sempre executar primeiro, então você deve alterar sua aplicação para usar protect_from_forgery prepend: true.

6.13 O Template Handler padrão agora é RAW

Os arquivos sem um template handler em sua extensão serão renderizados usando o raw handler. Anteriormente, o Rails renderizava arquivos usando o ERB template handler.

Se você não deseja que seu arquivo seja tratado por meio do raw handler, você deve adicionar uma extensão ao seu arquivo que pode ser analisado pelo template handler apropriado.

6.14 Adicionada correspondência de curinga (Wildcard) para Template Dependencies

Agora você pode usar a correspondência de curinga para suas template dependencies. Por exemplo, se você definisse seus templates como:

<% # Template Dependency: recordings/threads/events/subscribers_changed %>
<% # Template Dependency: recordings/threads/events/completed %>
<% # Template Dependency: recordings/threads/events/uncompleted %>

Agora você pode chamar a dependência apenas uma vez com um curinga.

<% # Template Dependency: recordings/threads/events/* %>

6.15 ActionView::Helpers::RecordTagHelper movido para a gem externa (record_tag_helper)

content_tag_for e div_for foram removidos em favor de usar apenas content_tag. Para continuar usando os métodos mais antigos, adicione a gem record_tag_helper ao seu Gemfile:

gem 'record_tag_helper', '~> 1.0'

Veja #18411 para mais detalhes.

6.16 Removido suporte para a Gem protected_attributes

A gem protected_attributes não é mais suportada no Rails 5.

6.17 Removido o suporte para a gem activerecord-deprecated_finders

A gem activerecord-deprecated_finders não é mais suportada no Rails 5.

6.18 A ordem do teste padrão ActiveSupport::TestCase agora é aleatória

Quando os testes são executados em sua aplicação, a ordem padrão agora é :random em vez de :sorted. Use a seguinte opção de configuração para defini-lo de volta para :sorted.

# config/environments/test.rb
Rails.application.configure do
  config.active_support.test_order = :sorted
end

6.19 ActionController::Live tornou-se uma Concern

Se você incluir ActionController::Live em outro módulo que está incluído em seu controller, então você também deve estender o módulo com ActiveSupport::Concern. Alternativamente, você pode usar o gancho (hook) self.included para incluir ActionController::Live diretamente no controller uma vez que o StreamingSupport está incluído.

Isso significa que se sua aplicação costumava ter seu próprio módulo de streaming, o código a seguir seria interrompido em produção:

# Esta é uma solução alternativa para *streamed controllers* realizando autenticação com *Warden/Devise*.
# Veja https://github.com/plataformatec/devise/issues/2332
# Autenticando no *router* é outra solução, conforme sugerido nessa *issue*
class StreamingSupport
  include ActionController::Live # isso não funcionará em produção para Rails 5
  # extend ActiveSupport::Concern # a menos que você descomente esta linha.

  def process(name)
    super(name)
  rescue ArgumentError => e
    if e.message == 'uncaught throw :warden'
      throw :warden
    else
      raise e
    end
  end
end

6.20 Novos Padrões do Framework

6.20.1 Active Record belongs_to Exigido por Padrão

belongs_to agora irá disparar um erro de validação por padrão se a associação não estiver presente.

Isso pode ser desativado por associação com optional: true.

Este padrão será configurado automaticamente em novas aplicações. Se uma aplicação existente deseja adicionar este recurso, ele precisará ser ativado em um initializer:

config.active_record.belongs_to_required_by_default = true

A configuração é global por padrão para todos os seus models, mas você pode sobrepor individualmente por model. Isso deve ajudá-lo a migrar todos os seus models para ter suas associações exigidas por padrão.

class Book < ApplicationRecord
  # model ainda não está pronto para ter sua associação exigida por padrão

  self.belongs_to_required_by_default = false
  belongs_to(:author)
end

class Car < ApplicationRecord
  # model está pronto para ter sua associação exigida por padrão

  self.belongs_to_required_by_default = true
  belongs_to(:pilot)
end
6.20.2 Tokens CSRF por formulário

Rails 5 agora suporta tokens CSRF por formulário para mitigar ataques de injeção de código com formulários criados por JavaScript. Com esta opção ativada, cada formulário em sua aplicação terá seu próprio token CSRF que é específico para a ação e o método desse formulário.

config.action_controller.per_form_csrf_tokens = true
6.20.3 Proteção contra Falsificação com Verificação de Origem

Agora você pode configurar sua aplicação para verificar se o cabeçalho (header) HTTP Origin deve ser verificado contra a origem do site como uma defesa adicional de CSRF. Defina o seguinte em sua configuração para true:

config.action_controller.forgery_protection_origin_check = true
6.20.4 Permitir Configuração do Nome da Fila do Action Mailer

O nome da fila do mailer padrão é mailers. Esta opção de configuração permite que você mude globalmente o nome da fila. Defina o seguinte em sua configuração:

config.action_mailer.deliver_later_queue_name = :new_queue_name
6.20.5 Suportar Fragment Caching na Action Mailer Views

Defina config.action_mailer.perform_caching em sua configuração para determinar se sua Action Mailer views deve suportar cache.

config.action_mailer.perform_caching = true
6.20.6 Configure a Saída de db:structure:dump

Se você estiver usando schema_search_path ou outras extensões PostgreSQL, você pode controlar como o esquema é despejado. Defina como :all para gerar todos os dumps, ou como :schema_search_path para gerar a partir do caminho de pesquisa do esquema.

config.active_record.dump_schemas = :all
6.20.7 Configurar Opções de SSL para Habilitar HSTS com Subdomínios

Defina o seguinte em sua configuração para habilitar HSTS ao usar subdomínios:

config.ssl_options = { hsts: { subdomains: true } }
6.20.8 Preservar Fuso Horário do Receptor

Ao usar Ruby 2.4, você pode preservar o fuso horário do receptor ao chamar to_time.

ActiveSupport.to_time_preserves_timezone = false

6.21 Mudanças na Serialização JSON/JSONB

No Rails 5.0, como os atributos JSON/JSONB são serializados e desserializados foram alterados. Agora se você definir uma coluna igual a uma String, Active Record não irá mais transformar essa string em um Hash e, em vez disso, apenas retornará a string. Isso não se limita ao código que interage com os models, mas também afeta as configurações da coluna :default em db/schema.rb. É recomendado que você não defina colunas iguais a String, mas passe Hash em vez disso, que será convertido de e para uma string JSON automaticamente.

7 Atualizando do Rails 4.1 para o Rails 4.2

7.1 Web Console

Primeiro, adicione a gem 'web-console', '~> 2.0' ao grupo :development em seu Gemfile e execute bundle install (ela não foi incluída quando você atualizou o Rails). Depois de instalado, você pode simplesmente colocar uma referência ao console helper (ou seja, <%= console %>) em qualquer view para a qual deseja habilitá-lo. Um console também será fornecido em qualquer página de erro exibida em seu ambiente de desenvolvimento.

7.2 Responders

Os métodos de classe respond_with e respond_to foram extraídos para a gem responders. Para usá-los, simplesmente adicione a gem 'responders', '~> 2.0' ao seu Gemfile. Chamadas para respond_with e respond_to (novamente, no nível de classe) não funcionarão mais sem incluir a gem responders em suas dependências:

# app/controllers/users_controller.rb

class UsersController < ApplicationController
  respond_to :html, :json

  def show
    @user = User.find(params[:id])
    respond_with @user
  end
end

respond_to em nível de instância não é afetado e não requer a gem adicional:

# app/controllers/users_controller.rb

class UsersController < ApplicationController
  def show
    @user = User.find(params[:id])
    respond_to do |format|
      format.html
      format.json { render json: @user }
    end
  end
end

Veja #16526 para mais detalhes.

7.3 Tratamento de erros em transaction callbacks

Atualmente, o Active Record suprime os erros levantados dentro de callbacks after_rollback ou after_commit e apenas os imprime para os logs. Na próxima versão, esses erros não serão mais suprimidos. Em vez disso, os erros serão propagados normalmente como em outros Active Record callbacks.

Quando você define um callback after_rollback ou after_commit, você receberá um aviso de suspensão de uso sobre essa mudança futura. Quando você estiver pronto, pode optar pelo novo comportamento e remover o aviso de suspensão de uso, adicionando a seguinte configuração ao seu config/application.rb:

config.active_record.raise_in_transactional_callbacks = true

Veja #14488 e #16537 para mais detalhes.

7.4 Ordenando os casos de teste

No Rails 5.0, os casos de teste serão executados em ordem aleatória por padrão. Em antecipação a esta mudança, Rails 4.2 introduziu uma nova opção de configuração active_support.test_order para especificar explicitamente a ordem dos testes. Isso permite que você bloqueie o comportamento atual, definindo a opção para :sorted, ou opte pelo comportamento futuro configurando a opção para :random.

Se você não especificar um valor para esta opção, um aviso de suspensão de uso será emitido. Para evitar isso, adicione a seguinte linha ao seu ambiente de teste:

# config/environments/test.rb
Rails.application.configure do
  config.active_support.test_order = :sorted # ou `:random` se você preferir
end

7.5 Atributos serializados

Ao usar um codificador personalizado (por exemplo, serialize :metadata, JSON), atribuir nil a um atributo serializado irá salvá-lo no banco de dados como NULL em vez de passar o valor nil através do codificador (por exemplo, "null" quando usando o codificador JSON).

7.6 Nível de log em produção

No Rails 5, o nível de log padrão para o ambiente de produção será alterado para :debug (de :info). Para preservar o padrão atual, adicione a seguinte linha para o seu production.rb:

# Defina como `:info` para corresponder ao padrão atual, ou defina como `:debug` para ativar o padrão futuro.
config.log_level = :info

7.7 after_bundle em Rails templates

Se você tem um Rails template que adiciona todos os arquivos no controle de versão, isso falhará ao adicionar os binstubs gerados porque ele é executado antes do Bundler:

# template.rb
generate(:scaffold, "person name:string")
route "root to: 'people#index'"
rake("db:migrate")

git :init
git add: "."
git commit: %Q{ -m 'Initial commit' }

Agora você pode envolver as chamadas git em um bloco after_bundle. Isso será executado depois que os binstubs foram gerados.

# template.rb
generate(:scaffold, "person name:string")
route "root to: 'people#index'"
rake("db:migrate")

after_bundle do
  git :init
  git add: "."
  git commit: %Q{ -m 'Initial commit' }
end

7.8 Rails HTML Sanitizer

Há uma nova opção para sanitizar fragmentos de HTML em suas aplicações. A venerável abordagem html-scanner agora está oficialmente sendo descontinuada em favor de Rails HTML Sanitizer.

Isso significa que os métodos sanitize, sanitize_css, strip_tags e strip_links são apoiados por uma nova implementação.

Este novo sanitizer usa internamente Loofah. Loofah, por sua vez, usa Nokogiri, que envolve analisadores XML escritos em C e Java, portanto, a sanitização deve ser mais rápida não importa qual versão do Ruby você execute.

A nova versão atualiza sanitize, então pode usar um Loofah::Scrubber para uma depuração poderosa. Veja alguns exemplos de depuradores aqui.

Dois novos depuradores também foram adicionados: PermitScrubber e TargetScrubber. Leia o gem's readme para mais informações.

A documentação para PermitScrubber e TargetScrubber explica como você pode obter controle total sobre quando e como os elementos devem ser removidos.

Se sua aplicação precisa usar a implementação antiga do sanitizer, inclua rails-deprecated_sanitizer em seu Gemfile:

gem 'rails-deprecated_sanitizer'

7.9 Testando Rails DOM

O módulo TagAssertions (contendo métodos como assert_tag), foi descontinuado em favor dos métodos assert_select do módulo SelectorAssertions, que foi extraído para a gem rails-dom-testing.

7.10 Tokens de autenticidade mascarados

A fim de mitigar ataques SSL, form_authenticity_token agora é mascarado para que varie com cada solicitação (request). Assim, os tokens são validados desmascarando e depois descriptografando. Como resultado, quaisquer estratégias para verificar solicitações de formulários não-rails que dependiam de um token CSRF de sessão estática devem levar isso em consideração.

7.11 Action Mailer

Anteriormente, chamar um método mailer em uma classe mailer resultaria no método de instância correspondente sendo executado diretamente. Com a introdução de Active Job e #deliver_later, isso não é mais verdade. No Rails 4.2, a invocação dos métodos de instância é adiada até deliver_now ou deliver_later sejam chamados. Por exemplo:

class Notifier < ActionMailer::Base
  def notify(user, ...)
    puts "Called"
    mail(to: user.email, ...)
  end
end
mail = Notifier.notify(user, ...) # Notifier#notify ainda não é chamado neste momento
mail = mail.deliver_now           # Imprime "Called"

Isso não deve resultar em diferenças perceptíveis para a maioria das aplicações. No entanto, se você precisar que alguns métodos não-mailer sejam executados de forma síncrona, e você estava contando anteriormente com o comportamento de proxy síncrono, você deve definí-los como métodos de classe na classe mailer diretamente:

class Notifier < ActionMailer::Base
  def self.broadcast_notifications(users, ...)
    users.each { |user| Notifier.notify(user, ...) }
  end
end

7.12 Suporte para chave estrangeira

A migração DSL foi expandida para suportar definições de chave estrangeira. Se você tem usado a gem Foreigner, você pode querer considerar removê-la. Observe que o suporte de chave estrangeira do Rails é um subconjunto de Foreigner. Isso significa que nem todas as definições Foreigner podem ser totalmente substituídas pela contraparte DSL de migração Rails.

O procedimento de migração é o seguinte:

  1. remova gem "foreigner" do Gemfile.
  2. execute bundle install.
  3. execute bin/rake db:schema:dump.
  4. certifique-se de que db/schema.rb contém todas as definições de chave estrangeira com as opções necessárias.

8 Upgrading from Rails 4.0 to Rails 4.1

8.1 CSRF protection from remote <script> tags

Or, "whaaat my tests are failing!!!?" or "my <script> widget is busted!!"

Cross-site request forgery (CSRF) protection now covers GET requests with JavaScript responses, too. This prevents a third-party site from remotely referencing your JavaScript with a <script> tag to extract sensitive data.

This means that your functional and integration tests that use

get :index, format: :js

will now trigger CSRF protection. Switch to

xhr :get, :index, format: :js

to explicitly test an XmlHttpRequest.

Your own <script> tags are treated as cross-origin and blocked by default, too. If you really mean to load JavaScript from <script> tags, you must now explicitly skip CSRF protection on those actions.

8.2 Spring

If you want to use Spring as your application preloader you need to:

  1. Add gem 'spring', group: :development to your Gemfile.
  2. Install spring using bundle install.
  3. Generate the Spring binstub with bundle exec spring binstub.

User defined rake tasks will run in the development environment by default. If you want them to run in other environments consult the Spring README.

8.3 config/secrets.yml

If you want to use the new secrets.yml convention to store your application's secrets, you need to:

  1. Create a secrets.yml file in your config folder with the following content:

    development:
      secret_key_base:
    
    test:
      secret_key_base:
    
    production:
      secret_key_base: <%= ENV["SECRET_KEY_BASE"] %>
    
  2. Use your existing secret_key_base from the secret_token.rb initializer to set the SECRET_KEY_BASE environment variable for whichever users running the Rails application in production. Alternatively, you can simply copy the existing secret_key_base from the secret_token.rb initializer to secrets.yml under the production section, replacing <%= ENV["SECRET_KEY_BASE"] %>.

  3. Remove the secret_token.rb initializer.

  4. Use rake secret to generate new keys for the development and test sections.

  5. Restart your server.

8.4 Changes to test helper

If your test helper contains a call to ActiveRecord::Migration.check_pending! this can be removed. The check is now done automatically when you require "rails/test_help", although leaving this line in your helper is not harmful in any way.

8.5 Cookies serializer

Applications created before Rails 4.1 uses Marshal to serialize cookie values into the signed and encrypted cookie jars. If you want to use the new JSON-based format in your application, you can add an initializer file with the following content:

Rails.application.config.action_dispatch.cookies_serializer = :hybrid

This would transparently migrate your existing Marshal-serialized cookies into the new JSON-based format.

When using the :json or :hybrid serializer, you should beware that not all Ruby objects can be serialized as JSON. For example, Date and Time objects will be serialized as strings, and Hashes will have their keys stringified.

class CookiesController < ApplicationController
  def set_cookie
    cookies.encrypted[:expiration_date] = Date.tomorrow # => Thu, 20 Mar 2014
    redirect_to action: 'read_cookie'
  end

  def read_cookie
    cookies.encrypted[:expiration_date] # => "2014-03-20"
  end
end

It's advisable that you only store simple data (strings and numbers) in cookies. If you have to store complex objects, you would need to handle the conversion manually when reading the values on subsequent requests.

If you use the cookie session store, this would apply to the session and flash hash as well.

8.6 Flash structure changes

Flash message keys are normalized to strings. They can still be accessed using either symbols or strings. Looping through the flash will always yield string keys:

flash["string"] = "a string"
flash[:symbol] = "a symbol"

# Rails < 4.1
flash.keys # => ["string", :symbol]

# Rails >= 4.1
flash.keys # => ["string", "symbol"]

Make sure you are comparing Flash message keys against strings.

8.7 Changes in JSON handling

There are a few major changes related to JSON handling in Rails 4.1.

8.7.1 MultiJSON removal

MultiJSON has reached its end-of-life and has been removed from Rails.

If your application currently depends on MultiJSON directly, you have a few options:

  1. Add 'multi_json' to your Gemfile. Note that this might cease to work in the future

  2. Migrate away from MultiJSON by using obj.to_json, and JSON.parse(str) instead.

Do not simply replace MultiJson.dump and MultiJson.load with JSON.dump and JSON.load. These JSON gem APIs are meant for serializing and deserializing arbitrary Ruby objects and are generally unsafe.

8.7.2 JSON gem compatibility

Historically, Rails had some compatibility issues with the JSON gem. Using JSON.generate and JSON.dump inside a Rails application could produce unexpected errors.

Rails 4.1 fixed these issues by isolating its own encoder from the JSON gem. The JSON gem APIs will function as normal, but they will not have access to any Rails-specific features. For example:

class FooBar
  def as_json(options = nil)
    { foo: 'bar' }
  end
end
irb> FooBar.new.to_json
=> "{\"foo\":\"bar\"}"
irb> JSON.generate(FooBar.new, quirks_mode: true)
=> "\"#<FooBar:0x007fa80a481610>\""
8.7.3 New JSON encoder

The JSON encoder in Rails 4.1 has been rewritten to take advantage of the JSON gem. For most applications, this should be a transparent change. However, as part of the rewrite, the following features have been removed from the encoder:

  1. Circular data structure detection
  2. Support for the encode_json hook
  3. Option to encode BigDecimal objects as numbers instead of strings

If your application depends on one of these features, you can get them back by adding the activesupport-json_encoder gem to your Gemfile.

8.7.4 JSON representation of Time objects

#as_json for objects with time component (Time, DateTime, ActiveSupport::TimeWithZone) now returns millisecond precision by default. If you need to keep old behavior with no millisecond precision, set the following in an initializer:

ActiveSupport::JSON::Encoding.time_precision = 0

8.8 Usage of return within inline callback blocks

Previously, Rails allowed inline callback blocks to use return this way:

class ReadOnlyModel < ActiveRecord::Base
  before_save { return false } # BAD
end

This behavior was never intentionally supported. Due to a change in the internals of ActiveSupport::Callbacks, this is no longer allowed in Rails 4.1. Using a return statement in an inline callback block causes a LocalJumpError to be raised when the callback is executed.

Inline callback blocks using return can be refactored to evaluate to the returned value:

class ReadOnlyModel < ActiveRecord::Base
  before_save { false } # GOOD
end

Alternatively, if return is preferred it is recommended to explicitly define a method:

class ReadOnlyModel < ActiveRecord::Base
  before_save :before_save_callback # GOOD

  private
    def before_save_callback
      return false
    end
end

This change applies to most places in Rails where callbacks are used, including Active Record and Active Model callbacks, as well as filters in Action Controller (e.g. before_action).

See this pull request for more details.

8.9 Methods defined in Active Record fixtures

Rails 4.1 evaluates each fixture's ERB in a separate context, so helper methods defined in a fixture will not be available in other fixtures.

Helper methods that are used in multiple fixtures should be defined on modules included in the newly introduced ActiveRecord::FixtureSet.context_class, in test_helper.rb.

module FixtureFileHelpers
  def file_sha(path)
    Digest::SHA2.hexdigest(File.read(Rails.root.join('test/fixtures', path)))
  end
end

ActiveRecord::FixtureSet.context_class.include FixtureFileHelpers

8.10 I18n enforcing available locales

Rails 4.1 now defaults the I18n option enforce_available_locales to true. This means that it will make sure that all locales passed to it must be declared in the available_locales list.

To disable it (and allow I18n to accept any locale option) add the following configuration to your application:

config.i18n.enforce_available_locales = false

Note that this option was added as a security measure, to ensure user input cannot be used as locale information unless it is previously known. Therefore, it's recommended not to disable this option unless you have a strong reason for doing so.

8.11 Mutator methods called on Relation

Relation no longer has mutator methods like #map! and #delete_if. Convert to an Array by calling #to_a before using these methods.

It intends to prevent odd bugs and confusion in code that call mutator methods directly on the Relation.

# Instead of this
Author.where(name: 'Hank Moody').compact!

# Now you have to do this
authors = Author.where(name: 'Hank Moody').to_a
authors.compact!

8.12 Changes on Default Scopes

Default scopes are no longer overridden by chained conditions.

In previous versions when you defined a default_scope in a model it was overridden by chained conditions in the same field. Now it is merged like any other scope.

Before:

class User < ActiveRecord::Base
  default_scope { where state: 'pending' }
  scope :active, -> { where state: 'active' }
  scope :inactive, -> { where state: 'inactive' }
end

User.all
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'pending'

User.active
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'active'

User.where(state: 'inactive')
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'inactive'

After:

class User < ActiveRecord::Base
  default_scope { where state: 'pending' }
  scope :active, -> { where state: 'active' }
  scope :inactive, -> { where state: 'inactive' }
end

User.all
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'pending'

User.active
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'pending' AND "users"."state" = 'active'

User.where(state: 'inactive')
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'pending' AND "users"."state" = 'inactive'

To get the previous behavior it is needed to explicitly remove the default_scope condition using unscoped, unscope, rewhere or except.

class User < ActiveRecord::Base
  default_scope { where state: 'pending' }
  scope :active, -> { unscope(where: :state).where(state: 'active') }
  scope :inactive, -> { rewhere state: 'inactive' }
end

User.all
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'pending'

User.active
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'active'

User.inactive
# SELECT "users".* FROM "users" WHERE "users"."state" = 'inactive'

8.13 Rendering content from string

Rails 4.1 introduces :plain, :html, and :body options to render. Those options are now the preferred way to render string-based content, as it allows you to specify which content type you want the response sent as.

  • render :plain will set the content type to text/plain
  • render :html will set the content type to text/html
  • render :body will not set the content type header.

From the security standpoint, if you don't expect to have any markup in your response body, you should be using render :plain as most browsers will escape unsafe content in the response for you.

We will be deprecating the use of render :text in a future version. So please start using the more precise :plain, :html, and :body options instead. Using render :text may pose a security risk, as the content is sent as text/html.

8.14 PostgreSQL json and hstore datatypes

Rails 4.1 will map json and hstore columns to a string-keyed Ruby Hash. In earlier versions, a HashWithIndifferentAccess was used. This means that symbol access is no longer supported. This is also the case for store_accessors based on top of json or hstore columns. Make sure to use string keys consistently.

8.15 Explicit block use for ActiveSupport::Callbacks

Rails 4.1 now expects an explicit block to be passed when calling ActiveSupport::Callbacks.set_callback. This change stems from ActiveSupport::Callbacks being largely rewritten for the 4.1 release.

# Previously in Rails 4.0
set_callback :save, :around, ->(r, &block) { stuff; result = block.call; stuff }

# Now in Rails 4.1
set_callback :save, :around, ->(r, block) { stuff; result = block.call; stuff }

9 Atualizando do Rails 3.2 para o Rails 4.0

Se sua aplicação está em qualquer versão do Rails anterior a 3.2.x, você deve atualizar para o Rails 3.2 antes de tentar atualizar para o Rails 4.0.

As seguintes mudanças são necessárias a atualizar seu aplicativo para Rails 4.0.

9.1 HTTP PATCH

O Rails 4 agora usa PATCH como o verbo HTTP primário para atualizações quando um RESTful resource é declarado em config/routes.rb. A action update ainda é usada, e as solicitações PUT continuarão a ser roteadas para a action update também. Portanto, se você estiver usando apenas as rotas RESTful padrão, nenhuma alteração precisa ser feita:

resources :users
<%= form_for @user do |f| %>
class UsersController < ApplicationController
  def update
    # Nenhuma mudança necessária; PATCH será preferido e PUT ainda funcionará.
  end
end

No entanto, você precisará fazer uma mudança se estiver usando form_for para atualizar um recurso em conjunto com uma rota personalizada usando o verbo HTTP PUT:

resources :users do
  put :update_name, on: :member
end
<%= form_for [ :update_name, @user ] do |f| %>
class UsersController < ApplicationController
  def update_name
    # Mudança necessária; form_for tentará usar uma rota PATCH inexistente.
  end
end

Se a action não estiver sendo usada em uma API pública e você estiver livre para alterar o verbo HTTP, você pode atualizar sua rota para usar patch em vez de put:

resources :users do
  patch :update_name, on: :member
end

Requisições PUT para /users/:id no Rails 4 são encaminhadas para update como estão hoje. Portanto, se você tiver uma API que recebe solicitações PUT reais, ela funcionará. O roteador também roteia solicitações PATCH para /users/:id para a action update.

Se a action está sendo usada em uma API pública e você não pode mudar para o verbo HTTP usado, você pode atualizar seu formulário para usar o método PUT no lugar:

<%= form_for [ :update_name, @user ], method: :put do |f| %>

Para mais informações sobre o PATCH e por que essa mudança foi feita, consulte esta postagem no blog do Rails.

9.1.1 Uma nota sobre os tipos de mídia

A errata para o verbo PATCH especifica que um tipo de mídia 'diff' deve ser usado com PATCH. Um desses formatos é JSON Patch. Enquanto o Rails não oferece suporte nativo ao JSON Patch, é fácil adicionar suporte:

# em seu controller:
def update
  respond_to do |format|
    format.json do
      # executa uma atualização parcial
      @article.update params[:article]
    end

    format.json_patch do
      # realizar mudanças sofisticadas
    end
  end
end
# config/initializers/json_patch.rb
Mime::Type.register 'application/json-patch+json', :json_patch

Como o JSON Patch foi transformado recentemente em um RFC, não há muitas Bibliotecas Ruby ainda. A gem do Aaron Patterson hana é uma dessas, mas não tem suporte total para as últimas mudanças na especificação.

9.2 Gemfile

O Rails 4.0 removeu o grupo assets do Gemfile. Você precisaria remover essa linha de seu Gemfile ao atualizar. Você também deve atualizar seu arquivo da aplicação (em config/application.rb):

# Requer as gems listadas no Gemfile, incluindo todas as gems que
# você limitou a :test, :development ou :production.
Bundler.require(*Rails.groups)

9.3 vendor/plugins

O Rails 4.0 não suporta mais o carregamento de plugins de vendor/plugins. Você deve substituir quaisquer plugins, extraindo-os para gems e adicionando-os ao seu Gemfile. Se você escolher não torná-los gems, você pode movê-los para, digamos, lib/my_plugin/* e adicionar um inicializador apropriado em config/initializers/my_plugin.rb.

9.4 Active Record

  • O Rails 4.0 removeu o mapa de identidade do Active Record, devido a algumas inconsistências com associações. Se você o habilitou manualmente em sua aplicação, você terá que remover a seguinte configuração que não tem mais efeito: config.active_record.identity_map.

  • O método delete em associações de coleção agora pode receber argumentosInteger ou String como ids de registro, além de registros, muito parecido com o método destroy. Anteriormente, ele gerava ActiveRecord::AssociationTypeMismatch para tais argumentos. Do Rails 4.0 em delete automaticamente tenta encontrar os registros que combinam com os ids fornecidos antes de excluí-los.

  • No Rails 4.0, quando uma coluna ou tabela é renomeada, os índices relacionados também são renomeados. Se você tiver migrações que renomeiam os índices, eles não serão mais necessários.

  • Rails 4.0 mudou serialized_attributes e attr_readonly apenas para métodos de classe. Você não deve usar os métodos de instância, pois agora está obsoleto. Você deve alterá-los para usar métodos de classe, por exemplo, self.serialized_attributes para self.class.serialized_attributes.

  • Ao usar o codificador padrão, atribuir nil a um atributo serializado irá salvá-lo para o banco de dados como NULL em vez de passar o valor nil por meio de YAML ("---\n...\n").

  • Rails 4.0 removeu os recursos attr_accessible e attr_protected em favor dos parâmetros fortes (Strong Parameters). Você pode usar a gem Protected Attributes para uma atualização mais suave.

  • Se não estiver usando Protected Attributes, você pode remover todas as opções relacionadas a esta gem como as opções whitelist_attributes ou mass_assignment_sanitizer.

  • O Rails 4.0 requer que os escopos (scopes) usem um objeto que pode ser chamado, como Proc ou lambda:

      scope :active, where(active: true)
    
      # torna-se
      scope :active, -> { where active: true }
    
  • O Rails 4.0 tornou o ActiveRecord::Fixtures obsoleto em favor do ActiveRecord::FixtureSet.

  • O Rails 4.0 tornou o ActiveRecord::TestCase obsoleto em favor do ActiveSupport::TestCase.

  • Rails 4.0 descontinuou a API de localização baseada em hash usando o estilo antigo. Isso significa que métodos que anteriormente aceitavam "opções para localização" não servem mais. Por exemplo, Book.find(:all, conditions: {name: '1984'}) foi substituído por Book.where(name: '1984')

  • Todos os métodos dinâmicos, exceto find_by_.. e find_by_...! Estão obsoletos. Veja como você pode lidar com as mudanças:

    • find_all_by_... torna-se where(...).
    • find_last_by_... torna-se where(...).last.
    • scoped_by_... torna-se where(...).
    • find_or_initialize_by_... torna-se find_or_initialize_by(...).
    • find_or_create_by_... torna-se find_or_create_by(...).
  • Observe que where(...) retorna uma relação, não um array como os antigos localizadores. Se você precisar de um Array, use where(...).to_a.

  • Esses métodos apesar de equivalentes podem não executar o mesmo SQL da implementação anterior.

  • Para reativar os localizadores antigos, você pode usar a gem activerecord-deprecated_finders.

  • O Rails 4.0 mudou para a tabela de junção (join) padrão para relações has_and_belongs_to_many para retirar o prefixo comum do nome da segunda tabela. Qualquer relacionamento has_and_belongs_to_many existente entre os models com um prefixo comum deve ser especificado com a opção join_table. Por exemplo:

    CatalogCategory < ActiveRecord::Base
      has_and_belongs_to_many :catalog_products, join_table: 'catalog_categories_catalog_products'
    end
    
    CatalogProduct < ActiveRecord::Base
      has_and_belongs_to_many :catalog_categories, join_table: 'catalog_categories_catalog_products'
    end
    
  • Observe que o prefixo leva os escopos (scopes) em consideração também, portanto, as relações entre Catalog::Category e Catalog::Product ou Catalog::Category e CatalogProduct precisam ser atualizadas de forma semelhante.

9.5 Active Resource

O Rails 4.0 extraiu o Active Resource para sua própria gem. Se você ainda precisa do recurso, pode adicionar a gem Active Resource em seu Gemfile.

9.6 Active Model

  • O Rails 4.0 mudou a forma como os erros são anexados ao ActiveModel::Validations::ConfirmationValidator. Agora, quando as validações de confirmação falham, o erro será anexado a :#{attribute}_confirmation ao invés de attribute.

  • Rails 4.0 mudou o valor padrão de ActiveModel::Serializers::JSON.include_root_in_json para false. Agora, os Active Model Serializers e os objetos Active Record têm o mesmo comportamento padrão. Isso significa que você pode comentar ou remover a seguinte opção no arquivo config/initializers/wrap_parameters.rb:

    # Desative o elemento raiz em JSON por padrão.
    # ActiveSupport.on_load(:active_record) do
    #   self.include_root_in_json = false
    # end
    

9.7 Action Pack

  • Rails 4.0 introduz ActiveSupport::KeyGenerator e usa isso como uma base para gerar e verificar cookies assinados (entre outras coisas). Os cookies assinados existentes gerados com o Rails 3.x serão atualizados de forma transparente se você deixar seu secret_token existente e adicionar o novo secret_key_base.

      # config/initializers/secret_token.rb
      Myapp::Application.config.secret_token = 'existing secret token'
      Myapp::Application.config.secret_key_base = 'new secret key base'
    

    Observe que você deve esperar para definir secret_key_base até ter 100% de sua base de usuários no Rails 4.x e estar razoavelmente certo de que não precisará fazer rollback para voltar para o Rails 3.x. Isso ocorre porque os cookies assinados com base no novo secret_key_base no Rails 4.x não são compatíveis com versões anteriores do Rails 3.x. Você é livre para deixar seu secret_token existente no lugar, não definir o novo secret_key_base e ignorar os avisos de depreciação até que esteja razoavelmente certo de que sua atualização está completa.

    Se você está contando com a capacidade de aplicações externas ou JavaScript de ler os cookies de sessão assinada da sua aplicação Rails (ou cookies assinados em geral), você não deve definir secret_key_base até que tenha não tenha mais essas preocupações.

  • O Rails 4.0 criptografa o conteúdo de sessões baseadas em cookies se secret_key_base tiver sido definido. O Rails 3.x assinou, mas não criptografou, o conteúdo da sessão baseada em cookie. Os cookies assinados são "seguros" no sentido de que são verificados se foram gerados pela sua aplicação e são à prova de adulteração. No entanto, o conteúdo pode ser visualizado pelos usuários finais e criptografar o conteúdo elimina essa advertência/preocupação sem uma penalidade de desempenho significativa.

    Leia Pull Request #9978 para obter detalhes sobre a mudança para cookies de sessão criptografada.

  • O Rails 4.0 removeu a opção ActionController::Base.asset_path. Use o recurso da nova asset pipeline.

  • O Rails 4.0 tornou a opção ActionController::Base.page_cache_extension obsoleta. Use ActionController::Base.default_static_extension ao invés.

  • O Rails 4.0 removeu o cache de Action e Page do Action Pack. Você precisará adicionar a gem actionpack-action_caching para usar caches_action e actionpack-page_caching para usar caches_page em seus controllers.

  • O Rails 4.0 removeu o analisador de parâmetros XML. Você precisará adicionar a gem actionpack-xml_parser se precisar deste recurso.

  • O Rails 4.0 muda o conjunto de pesquisa do layout padrão usando símbolos ou procs que retornam nil. Para obter o comportamento "sem layout", retorne false em vez de nil.

  • O Rails 4.0 muda o cliente memcached padrão de memcache-client para dalli. Para atualizar, simplesmente adicione gem 'dalli' ao seuGemfile.

  • O Rails 4.0 descontinuará em breve os métodos dom_id e dom_class em controllers (eles podem ser usados em views). Você precisará incluir o módulo ActionView::RecordIdentifier nos controllers que requerem este recurso.

  • O Rails 4.0 descontinuará em breve a opção :confirm para o helper link_to. Você deve em vez disso, usar um atributo de dados (por exemplo, data: {confirm: 'Are you sure?'}). Esta depreciação também diz respeito aos helpers baseados neste (como link_to_if ou link_to_unless).

  • O Rails 4.0 mudou como assert_generates, assert_recognizes e assert_routing funcionam. Agora todas essas asserções geram Assertion ao invés deActionController::RoutingError.

  • O Rails 4.0 levanta um ArgumentError se rotas nomeadas conflitantes são definidas. Isso pode ser acionado por rotas nomeadas explicitamente definidas ou pelo método resources. Aqui estão dois exemplos que conflitam usando o nome example_path:

    get 'one' => 'test#example', as: :example
    get 'two' => 'test#example', as: :example
    
    resources :examples
    get 'clashing/:id' => 'test#example', as: :example
    

    No primeiro caso, você pode simplesmente evitar usar o mesmo nome para várias rotas. No segundo, você pode usar as opções only ou except fornecidas pelo método resources para restringir as rotas criadas conforme detalhado no Guia de roteamento.

  • O Rails 4.0 também mudou a forma como as rotas de caracteres Unicode são definidas. Agora você pode definir rotas de caracteres Unicode diretamente. Se você já usou tais rotas, deve alterá-las, por exemplo:

    get Rack::Utils.escape('こんにちは'), controller: 'welcome', action: 'index'
    

    torna-se

    get 'こんにちは', controller: 'welcome', action: 'index'
    
  • Rails 4.0 requer que as rotas que usam match especifiquem o método de solicitação. Por exemplo:

      # Rails 3.x
      match '/' => 'root#index'
    
      # torna-se
      match '/' => 'root#index', via: :get
    
      # ou
      get '/' => 'root#index'
    
  • O Rails 4.0 removeu o middleware ActionDispatch::BestStandardsSupport, <!DOCTYPE html>já aciona o modo de padrões de https://msdn.microsoft.com/en-us/library/jj676915(v=vs.85). Os cabeçalhos aspx e ChromeFrame foram movidos para config.action_dispatch.default_headers.

    Lembre-se de que você também deve remover todas as referências ao middleware do código da sua aplicação, por exemplo:

    # Levanta exceção
    config.middleware.insert_before(Rack::Lock, ActionDispatch::BestStandardsSupport)
    

    Verifique também suas configurações de ambiente por config.action_dispatch.best_standards_support e remova-o se houver.

  • Rails 4.0 permite a configuração de cabeçalhos (headers) HTTP definindo config.action_dispatch.default_headers. Os padrões são os seguintes:

      config.action_dispatch.default_headers = {
        'X-Frame-Options' => 'SAMEORIGIN',
        'X-XSS-Protection' => '1; mode=block'
      }
    

    Observe que se sua aplicação depende do carregamento de certas páginas em um <frame> ou <iframe>, então você pode precisar definir explicitamente X-Frame-Options para ALLOW-FROM ...ou ALLOWALL.

  • No Rails 4.0, os recursos de pré-compilação não copiam mais recursos não JS/CSS automaticamente de vendor/assets e lib/assets. As pessoas desenvolvedoras de aplicações e engine Rails devem colocar esses assets em app/assets ou configurar config.assets.precompile.

  • No Rails 4.0, o erro ActionController::UnknownFormat é gerado quando a action não manipula o formato da solicitação. Por padrão, a exceção é tratada respondendo com 406 Não Aceitável, mas você pode substituir isso agora. No Rails 3, 406 Não Aceitável sempre foi retornado. Sem substituições.

  • No Rails 4.0, uma exceção genérica ActionDispatch::ParamsParser::ParseError é levantada quando ParamsParser falha em analisar os parâmetros da solicitação. Você desejará resgatar esta exceção em vez do baixo nível MultiJson::DecodeError, por exemplo.

  • No Rails 4.0, SCRIPT_NAME é devidamente aninhado quando os engines são montados em uma aplicação e é servido a partir de um prefixo de URL. Você não precisa mais definir default_url_options[:script_name] para contornar os prefixos de URL sobrescritos.

  • Rails 4.0 torna obsoleto ActionController::Integration em favor de ActionDispatch :: Integration.

  • Rails 4.0 torna obsoleto ActionController::IntegrationTest em favor de ActionDispatch::IntegrationTest.

  • Rails 4.0 torna obsoleto ActionController::PerformanceTest em favor de ActionDispatch::PerformanceTest.

  • Rails 4.0 torna obsoleto ActionController::AbstractRequest em favor de ActionDispatch::Request.

  • Rails 4.0 torna obsoleto ActionController::Request em favor de ActionDispatch::Request.

  • Rails 4.0 torna obsoleto ActionController::AbstractResponse em favor de ActionDispatch::Response.

  • Rails 4.0 torna obsoleto ActionController::Response em favor de ActionDispatch::Response.

  • Rails 4.0 torna obsoleto ActionController::Routing em favor de ActionDispatch::Routing.

9.8 Active Support

O Rails 4.0 remove o alias j para ERB::Util#json_escape visto que j já é usado para ActionView::Helpers::JavaScriptHelper#escape_javascript.

9.8.1 Cache

The caching method changed between Rails 3.x and 4.0. You should change the cache namespace and roll out with a cold cache. O método de cache mudou entre Rails 3.x e 4.0. Você deve alterar o namespace do cache e implementar com um cold cache.

9.9 Ordem de Carregamento de Helpers

A ordem na qual helpers de mais de um diretório são carregados mudou no Rails 4.0. Anteriormente, eles eram reunidos e classificados em ordem alfabética. Após atualizar para o Rails 4.0, os helpers irão preservar a ordem dos diretórios carregados e serão classificados em ordem alfabética apenas dentro de cada diretório. A menos que você use explicitamente o parâmetro helpers_path, essa mudança só afetará a maneira de carregar os helpers nas engines. Se você precisa de uma ordem, deve verificar se os métodos corretos estão disponíveis após a atualização. Se você gostaria de mudar a ordem em que as engines são carregados, você pode usar o método config.railties_order=.

9.10 Active Record Observer e Action Controller Sweeper

ActiveRecord::Observer eActionController::Caching::Sweeper foram extraídos para a gem rails-observers. Você precisará adicionar a gem rails-observers se precisar desses recursos.

9.11 sprockets-rails

  • assets:precompile:primary eassets:precompile:all foram removidos. Em vez disso, use assets:precompile.
  • A opção config.assets.compress deve ser alterada para config.assets.js_compressor como por exemplo:

    config.assets.js_compressor = :uglifier
    

9.12 sass-rails

  • asset-url com dois argumentos está deprecado. Por exemplo: asset-url("rails.png", image) torna-se asset-url("rails.png").

10 Atualizando do Rails 3.1 para o Rails 3.2

Se sua aplicação está atualmente em qualquer versão do Rails anterior a 3.1.x, você deve atualizar para o Rails 3.1 antes de tentar uma atualização para o Rails 3.2.

As seguintes mudanças são destinadas a atualizar sua aplicação para a mais recente versão 3.2.x do Rails.

10.1 Gemfile

Faça as seguintes alterações em seu Gemfile.

gem 'rails', '3.2.21'

group :assets do
  gem 'sass-rails',   '~> 3.2.6'
  gem 'coffee-rails', '~> 3.2.2'
  gem 'uglifier',     '>= 1.0.3'
end

10.2 config/environments/development.rb

Existem algumas novas definições de configuração que você deve adicionar ao seu ambiente de desenvolvimento:

# Levantar exceção na proteção de atribuição em massa para models Active Record
config.active_record.mass_assignment_sanitizer = :strict

# Registrar o log da query para consultas que ocupem mais do que isso (funciona
# com SQLite, MySQL e PostgreSQL)
config.active_record.auto_explain_threshold_in_seconds = 0.5

10.3 config/environments/test.rb

A definição de configuração mass_assignment_sanitizer também deve ser adicionada aconfig/environment/test.rb:

# Levantar exceção na proteção de atribuição em massa para models Active Record
config.active_record.mass_assignment_sanitizer = :strict

10.4 vendor/plugins

O Rails 3.2 depreca vendor/plugins e o Rails 4.0 irá removê-los completamente. Embora não seja estritamente necessário como parte de uma atualização do Rails 3.2, você pode começar a substituir quaisquer plugins, extraindo-os para gems e adicionando-os ao seu Gemfile. Se você escolher não torná-los gems, você pode movê-los para, digamos, lib/my_plugin/* e adicionar um inicializador apropriado em config/initializers/my_plugin.rb.

10.5 Active Record

A opção :dependent =>: restrict foi removida de belongs_to. Se você quiser evitar a exclusão do objeto se houver algum objeto associado, você pode definir :dependent => :destroy e retornar false após verificar a existência de associação de qualquer retorno de chamada de destruição do objeto associado.

11 Atualizando do Rails 3.0 para o Rails 3.1

Se sua aplicação estiver em qualquer versão do Rails anterior a 3.0.x, você deve atualizar para o Rails 3.0 antes de tentar uma atualização para o Rails 3.1.

As seguintes mudanças são destinadas para atualizar sua aplicação para o Rails 3.1.12, a última versão 3.1.x do Rails.

11.1 Gemfile

Faça as seguintes mudanças no seu Gemfile.

gem 'rails', '3.1.12'
gem 'mysql2'

# Necessário para o novo pipeline de assets
group :assets do
  gem 'sass-rails',   '~> 3.1.7'
  gem 'coffee-rails', '~> 3.1.1'
  gem 'uglifier',     '>= 1.0.3'
end

# jQuery é a biblioteca JavaScript padrão no Rails 3.1
gem 'jquery-rails'

11.2 config/application.rb

A pipeline de assets requer as seguintes adições:

config.assets.enabled = true
config.assets.version = '1.0'

Se sua aplicação estiver usando uma rota "/assets" para um resource, você pode querer alterar o prefixo usado para assets para evitar conflitos:

# O padrão é '/assets'
config.assets.prefix = '/asset-files'

11.3 config/environments/development.rb

Remova a configuração RJS config.action_view.debug_rjs = true.

Adicione essas configurações se você habilitar a pipeline de assets:

# Não comprimir os assets
config.assets.compress = false

# Expande as linhas que carregam os assets
config.assets.debug = true

11.4 config/environments/production.rb

Novamente, a maioria das mudanças abaixo são para a pipeline de assets. Você pode ler mais sobre isso no guia Asset Pipeline.

# Comprime JavaScripts e CSS
config.assets.compress = true

# Não use a compilação da pipeline de assets se um ativo pré-compilado for perdido
config.assets.compile = false

# Gera uma URLs especifica para assets
config.assets.digest = true

# O padrão é Rails.root.join("public/assets")
# config.assets.manifest = YOUR_PATH

# Pré-compilar recursos adicionais (application.js, application.css e todos os não JS/CSS já foram adicionados)
# config.assets.precompile += %w( admin.js admin.css )

# Force todo o acesso da aplicação por SSL, use Strict-Transport-Security e use cookies seguros.
# config.force_ssl = true

11.5 config/environments/test.rb

Você pode ajudar a testar o desempenho com estas adições ao seu ambiente de teste:

# Configure o servidor de ativos estáticos para testes com Cache-Control para melhor performance
config.public_file_server.enabled = true
config.public_file_server.headers = {
  'Cache-Control' => 'public, max-age=3600'
}

11.6 config/initializers/wrap_parameters.rb

Adicione este arquivo com o seguinte conteúdo, se desejar agrupar os parâmetros em um hash aninhado. Isso está ativado por padrão em novas aplicações.

# Certifique-se de reiniciar o servidor ao modificar este arquivo.
# Este arquivo contém configurações para ActionController::ParamsWrapper que
# está habilitado por padrão.

# Habilite o agrupamento de parâmetros para JSON. Você pode desabilitar isso configurando: format para um array vazio.
ActiveSupport.on_load(:action_controller) do
  wrap_parameters format: [:json]
end

# Desative o elemento raiz em JSON por padrão.
ActiveSupport.on_load(:active_record) do
  self.include_root_in_json = false
end

11.7 config/initializers/session_store.rb

Você precisa alterar sua chave de sessão para algo novo ou remover todas as sessões:

# em config/initializers/session_store.rb
AppName::Application.config.session_store :cookie_store, key: 'SOMETHINGNEW'

or

$ bin/rake db:sessions:clear

11.8 Remover opções de :cache e :concat em referências de helpers para assets em views

  • Com a Asset Pipeline, as opções :cache e :concat não são mais usadas, exclua essas opções de suas views.

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